A palavra e a nossa língua pátria – uma sessão de Theta Healing

Tempo de leitura: 5 minutos

Sempre e sempre te eu veja meiga e pura,
Naquela singeleza primitiva,
Naquela verdadeira formosura,
Que farei que no verso meu reviva;
E se apenas ao mundo se revela
Um pouco desse encanto,
Há-de mostrar-lhe quanto – és rica e bela.

(José Albano, em ODE À LÍNGUA PORTUGUESA)

Atender com Theta Healing é um dos meus grandes prazeres, pois sempre aprendo com uma Sabedoria muito grande e amorosa.

Em um dos atendimentos que fiz ontem, o pedido da pessoa que me procurou foi para conseguir se expressar melhor na língua portuguesa (ela é brasileira mesmo e quer se aprimorar no nosso idioma.).

Confesso que foi um pedido bastante original. Nunca tinham me pedido isso até hoje. E o que veio da sessão me tocou bastante, pois amo a nossa língua pátria e vi o quanto há de espiritual e elevado nela. E, além de downloads com relação ao português e suas formas de expressão, vieram inúmeros downloads com relação à palavra.

São alguns desses insights mais inspiradores que eu quero compartilhar com vocês, pois sei que podem chamá-los à reflexão também.

the accolade edmund leighton painting nobre nobreza cavaleiro
The Accolade, de Edmund Leighton

A Língua Portuguesa se apresentou como uma nobre senhora muito elegante. É como se fosse uma princesa, que fica à espera daquele que a sabe cortejar à altura. (Nota: cada terapeuta tem um sentido psíquico mais desenvolvido. No meu caso, sou extremamente visual, e minhas sessões se apresentam muito em imagens, sejam simbólicas ou reais. É a minha forma principal de canalizar.).

Também foi mostrado que a língua tem várias dimensões: física, energética, espiritual…

Quando a pessoa começa a se relacionar de forma amorosa e respeitosa com a língua, esta sorri e apresenta um mundo muito, muito rico, de enormes possibilidades.

Ao mesmo tempo, ao se relacionar dessa forma mais profunda com ela, é como se a pessoa conseguisse adentrar no significado de cada palavra. É algo quase terapêutico, que expande e liberta. Um exemplo: a pessoa ouve a palavra “mãe” e entende o significado mais profundo dela, como se SENTISSE o que realmente significa. Isso liberta e expande, pois dá o real e profundo significado, algo que pode não coincidir com a semântica que é atribuída socialmente, ou convencionalmente, ou modernamente, ou, até mesmo, por equívocos que vão sendo passados de geração em geração.

mãe

Outro insight que me tocou bastante foi: quando se tem essa relação profunda, e até espiritual, com a língua, você usa as palavras da “maneira melhor e mais elevada”. Você percebe que nenhuma palavra é um “saco vazio”. Todas têm uma energia própria e especial. Ou seja, trazem, junto, uma responsabilidade, e você se dá conta disso.

E a língua, ainda mais sendo a sua língua pátria, é a língua que você usa para falar com os seus amados, com você e com Deus. Assim, você passa a não usar as palavras de qualquer maneira. Você quer que elas façam jus aos amados e à sua essência divina.

É como se a língua viesse do coração e de uma parte mais elevada (com os meus botões: será que é daí que vem a força do Verbo, de que nos fala a Bíblia?). Ao se dar conta disso, você quer que a palavra saia límpida, tal qual veio desses lugares sagrados. (Ao mesmo tempo que quer que ela retorne de forma igualmente límpida, sem manchas.)

límpido palavra água cristalino texto verbo palavra

Minha paciente perguntou se a língua portuguesa está morrendo. A resposta foi que não. Mas que está sendo subutilizada. E que, no momento em que olharmos com esse olhar de respeito, e até devoção, perceberemos a sua grandeza – como a de uma nobre lady – e cresceremos em visão e tamanho espiritual.

Outra curiosidade com relação à língua portuguesa falada no Brasil, em especial: mostrou-se que ela foi “lapidada” por outros idiomas: a língua francesa, a indígena, a africana…É como se todo esse contato a tivesse “amaciado”. Ela continua altiva, mas é como se tivesse se tornado um pouco mais afável e amorosa por conta desse histórico diferenciado.

Como disse, essa sessão me trouxe inúmeras reflexões, pois quando entramos no caminho do auto-conhecimento e das curas energéticas, vamos percebendo a importância das palavras e dos pensamentos. Com isso, nossa responsabilidade sobre o que dizemos aumenta. Aliás, a Vianna Stibal, criadora do método Theta Healing, nos chama a atenção para isso:

“Pare para refletir sobre todas as coisas que poderiam ter sido mudadas em tantas vidas, se tivéssemos sido mais cuidadosos com o que dissemos e com como dissemos.”

E quando nos lembramos de que é a nossa língua pátria que serve de ferramenta para nos comunicarmos, pensarmos e expressarmos, vemos como essa sessão faz muito sentido. 

Com carinho e gratidão pela cliente que me fez olhar com mais carinho para a nossa língua pátria,

Rebeca

 P.s.: Não sei se quem não conhece o Theta Healing vai achar esse texto “muito viagem”, mas imagino que quem já esteja mais familiarizado com a técnica vai compreender bem a dimensão desses insights. Como aprendemos, a sessão não tem que fazer sentido pra mim, terapeuta, mas pro cliente. Só que, como terapeuta, inevitavelmente, acabo aprendendo muito também.