Floral de Bach Para Lydia (Agora Senhora Wickham)

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Que lindos estes campos ingleses! Finalmente estou conseguindo passear por eles. Que sensação de liberdade maravilhosa! Agora entendo por que a Elizabeth gosta tanto de caminhar.

E por falar em Elizabeth, olha quem está vindo na minha direção: a própria!

– Oi, Lizzy! Que alegria te ver por aqui!

– Rebeca! Quanto tempo! Você chegou na hora certa! Precisamos ir imediatamente atrás da minha irmã Lydia. Acabei de saber que ela viajou sozinha, sem o marido, para Bath. Vai ter um festival nessa cidade e ela disse que precisava ir porque “todo mundo” estaria lá. Imagina o estado de nervos em que a minha mãe se encontra!

– Sim – disse eu – sua mãe já passou na sua casa. Ela estava te procurando justamente por causa da Lydia. Ela já está indo para Bath.

– Ai, essa minha irmã! Achamos que, depois que ela se casasse, ela se acalmaria, mas ledo engano. Vou ter que pedir ao Darcy que nos ajude novamente. Venha com a gente, Rebeca, para Bath. E traga os seus florais. Lydia precisa tomá-los urgentemente!

Voltei caminhando rapidamente com a Elizabeth, nos encontramos com o Mr. Darcy, pegamos nossas coisas e já fomos para a carruagem, rumo a Bath.

Lizzy e Darcy estavam calados e com o semblante de preocupação. Havia cumplicidade entre os dois. Sei que não é a primeira vez que Lydia traz problemas para eles…

Estava pensando nisso, quando Elizabeth rompeu o silêncio e começou a conversar comigo:

– Rebeca, que floral a gente pode passar para a Lydia?

– Me fale um pouco mais sobre ela – pedi.

– Bom, você sabe quais são as circunstâncias que envolveram o casamento da Lydia, né?! Se não fosse pela ajuda do Darcy, minha família teria sofrido um escândalo e nossos nomes estariam manchados para sempre. Lydia sempre foi espevitada. Acho que ela sempre quis fazer besteira. Até hoje, só não houve escândalo porque sempre chegamos a tempo de “limpar” seu mau comportamento. E acho que ela nunca percebeu que somos nós que a “safamos” várias vezes, pois, se chamamos a sua atenção, ela fica contrariada, se sente ofendida. Parece que ela não aprende com os próprios erros. E agora que ela é uma mulher casada nós achamos que tudo se acalmaria, apesar de ela ter se casado com o Wickham, mas, ao que tudo indica, ela não amadureceu: continua uma adolescente.

– Lizzy, pelo pouco que você me falou, o floral que me parece mais indicado para ela é o Chestnut Bud. Ele é para pessoas imaturas, que não querem crescer, que não aprendem com as lições da vida. São pessoas que cometem sempre os mesmos erros e são cabeças-duras. Elas preferem atirar-se a novas aventuras, em vez de apreender algo das aventuras passadas.

– Nossa! – disse Elizabeth – É este o floral que a minha irmã precisa! Já que não existe um floral chamado “juízo”, esse parece ser o que dará um pouco de discernimento para a Lydia. Tomara!

E assim prosseguimos viagem.

O bom de estar aqui é que, além de prescrever florais, posso conhecer um pouco mais essas lindas paisagens. Como Lizzy e Darcy estão quietos – provavelmente pensando na conversa que terão com Lydia – posso ir contemplando a paisagem pela janela da carruagem. Agora, começou a cair uma chuvinha fina. O céu está cinza e o verde dos campos está molhado. Faz um pouquinho de frio, e eu começo a pensar no chá quente que tomarei quando chegarmos ao nosso destino.

Bath, lá vamos nós! 

Com carinho e gratidão,

Rebeca

(Ver post anterior dessa série de posts “Florais de Bach para os personagens da Jane Austen”: Floral de Bach para a Senhora Bennet.)

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