Constelador Joan Garriga em Florianópolis – 2017

Tempo de leitura: 5 minutos

Anotações sobre o Seminário de Constelação Familiar com Joan Garriga em Florianópolis – 4 e 5 de novembro de 2017

Querida leitora,

Nesse último final de semana, estive no Seminário de Constelação Familiar do constelador espanhol Joan Garriga, aqui em Florianópolis, organizado pelo Instituto Luz do Ser.

O tema do seminário era: A CHAVE PARA UMA BOA VIDA, mesmo título do último livro lançado pelo constelador.

joan garriga a chave para uma boa vida

Foi um encontro tão especial, que gostaria de compartilhar com vocês algumas lições que aprendi.

Antes, apenas um adendo: foram dois dias inteiros de seminário, e eu não anotei absolutamente nada. Só me entreguei ao que vivenciei por lá. Então, o que compartilho é o que absorvi e que ainda está fresquinho na memória (mesmo sabendo que a memória pode acabar sendo seletiva e só gravar aquilo que “serve” para mim no momento). Mesmo assim, acho que alguma coisa sempre chega a mais alguém e lança “sopros” de luz à consciência. Espero que isso aconteça com este post. 😉

Lições valiosas que aprendi com o constelador Joan Garriga:

– Ele começou o seminário, citando uns versos de Juan de la Cruz, que diziam (não lembro as palavras exatas) que, ao final, o único que importa são as coisas do coração.

– O livro A CHAVE PARA UMA BOA VIDA nos fala sobre aprender a ganhar sem se perder e a perder ganhando a si mesmo. Ele citou uma frase de Santo Agostinho que diz: “a felicidade consiste em tomar com alegria o que a vida nos dá e soltar com a mesma alegria o que a vida nos tira.”

– Ele também fez uma referência aos 4 ensinamentos de Buda, usando, mais ou menos, estas palavras: 1) A vida é sofrimento; 2) O sofrimento é causado pelo desejo e pelo temor; 3) O sofrimento pode ser superado; 4) A forma de se superar o sofrimento é o que aprendemos com as Constelações: inclusão, inclusão, inclusão. Aqui, ele ressalta que precisamos estar cientes desta realidade: a do sofrimento. Ele existe e ‘faz parte’. Devemos incluí-lo. Acolhê-lo na nossa história.

– Garriga nos disse que todo problema é um “problema de assentimento”, ou seja, o problema surge porque não somos capazes de dizer “SIM” para a dor, para o luto, para a perda, que fazem parte da vida de todo mundo. Somente quando assentimos, concordamos com o que foi, do jeito que foi, superamos o sofrimento.

– A Presença é nossa grande amiga. Devemos ter a Presença/estar presentes na alegria e na tristeza, no ganho e na perda.

– Como adultos, olhamos para a nossa realidade. Acolhemos a criança interior, a criança ferida, mas não deixamos que a criança tirana, vítima, medrosa comande as coisas. O adulto olha e se posiciona na sua vida…com Presença.

– Tomar conhecimento de quem somos, do nosso lugar, de nossa origem e de nossos antepassados, nos torna mais fortes e mais ‘presentes’.

– Nossa vida tem presença quando incluímos o sofrimento, quando nos pautamos pela realidade e não pela ilusão. Em outras palavras, a solução para os nossos problemas está na realidade (novamente, na Presença), e não na ilusão.

– A Presença não julga, não exclui. Ela inclui tudo o que foi e tudo o que é, do jeito que foi e é.

– Uma constelação revela um relato que, muitas vezes, não condiz com o relato que estamos acostumados a ouvir e a dizer. O relato apresentado na constelação é de um outro nível, e que não mente, não esconde, não exclui. Olhemos para isso, sem ilusões e sem atitudes infantis. Mas com coragem e presença.

– Um cliente, ao se dirigir a uma constelação, não deve esperar, de modo passivo, um milagre, nem esperar que o constelador vá resolver seus problemas, como num “passe de mágica”. O cliente precisa tomar consciência do “relato” que se mostra a ele e “retomar o seu poder” dentro da sua própria vida, tomando uma atitude adulta perante os problemas, se entregando ao fluxo da vida.

– Qual é o meu verdadeiro eu, a minha verdadeira essência? Garriga propôs uma meditação para encontrarmos essa resposta: me imagino sem o corpo, sem o nome, sem a profissão, sem o status, sem a cultura, a etnia e a família que tenho. O que é que, mesmo sem esses “referenciais”, permaneceria sendo meu? Quando estou nesse meu verdadeiro eu, estou no fluxo da vida, sabendo perder e sabendo ganhar.

– Procurar olhar para um problema estando amparado pela Força, pela Verdade e pela Consciência (atenção plena) e perceber como esse problema fica diferente, ou melhor, como nós ficamos diferentes diante dele.

Com relação ao constelador Joan Garriga, virei fã dele! Gostei muito do seu trabalho como constelador. Além de passar muita sabedoria, ele transmite estar totalmente presente, com uma percepção aguçada. Parece “dançar” em sintonia com cada constelação. Tudo isso, de uma forma muito leve. Aliás, a sua leveza chega a nos contagiar!

Também gostei muito da sua postura tranquila e flexível com relação às sentenças da vida. Na verdade, ele não aprecia sentenças, nem dogmas. Cada constelação é uma. Cada sistema familiar é único. Impossível categorizar para todas as constelações o que apareceu em apenas uma, para uma determinada família.

Ao final do Seminário, consegui pegar um autógrafo com ele e tirar uma foto para a posteridade. rsrs

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O simpático constelador, autografando seu livro para mim. (Detalhe para a minha barriga de grávida aparecendo. Acho que esse baby já gosta de Constelações 😉 )

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(Caso me lembre de outras lições, mais tardiamente, compartilho por aqui também. Por enquanto, deixo essas como presente (assim como me senti presenteada com tanta sabedoria!).)

Com carinho e gratidão por tantos aprendizados,

Rebeca