Lição de 2017

Tempo de leitura: 3 minutos

Querida leitora,

Acho que a maior lição que posso trazer comigo desse ano é “dançar conforme a música da Vida”.

dançarina

Cheguei a essa conclusão quando, no mês passado, me encontrei com uma amiga que não via há anos.

Contei as mudanças da minha vida nesses últimos tempos: mudei de área profissional (passando por toda uma angústia, antes de “me encontrar”), casei, morei no interior do Estado, voltei, comecei a trabalhar em um espaço físico…Só por essa “pequena amostra do tempo”, passei por várias etapas: uma em que fiquei alguns meses só estudando; outra em que comecei a só fazer atendimentos por Skype; outra em que precisei me mudar de cidade e me adaptar a ela; uma época em que fiquei mais em casa, sendo dona-de-casa mesmo, enquanto o meu marido trabalhava; outra época em que eu trabalhei mais, enquanto o meu marido estudava para um concurso… E sempre que contava algo, essa amiga me perguntava: “e não foi problema pra você?”, ao que respondia: “não, pois eu sabia que era temporário.

Eu nunca tinha me dado conta disso e de como venho lidando com as coisas, mas foi desse jeito que encarei algumas dessas recentes mudanças: sabia que seriam temporárias. Certamente, aprendi isso com os meus pais que, como brinco, têm “alma de cigano”, e acho que isso me ajudou para, nos momentos mais difíceis, ter paciência e esperar por uma “fase melhor”. (Além disso, mesmo nos momentos aparentemente “sem perspectiva”, nunca estive parada, de “braços cruzados”; estou sempre estudando, me aperfeiçoando e planejando meus próximos passos, ainda que precise alterar a “rota” no meio do caminho).

Perceber essa inconstância da vida nos ajuda a entrar no ritmo, a não desanimar (mesmo que venham momentos de apreensão…). É uma certeza que nos deixa mais leves e pacientes.

Por “coincidência”, no momento, estou lendo o livro A ARTE CAVALHEIRESCA DO ARQUEIRO ZEN, de Eugen Herrigel.

livro monja coen eugen herrigel

Em um determinado trecho, o autor conta o conselho que recebeu de seu Mestre:

O que obstrui o caminho é a vontade demasiadamente ativa. O senhor pensa que o que não for feito pelo senhor mesmo não dará resultado.

Em outra parte, ele diz, citando Lao-Tsé:

que a vida autêntica se parece com a água, que a tudo se adapta porque a tudo se submete.

rio água fluxo vida

Essa leitura tem reforçado essa minha reflexão de que é importante “dançar conforme o ritmo da Vida”. Isso não significa viver “ao Deus-dará”, sem rumo. Mas percebo que nos permite ter flexibilidade para quando as circunstâncias fogem do nosso controle e da nossa vontade, nos “obrigando” a nos adaptar.

E mesmo que eu esteja longe de ser Zen, como na descrição desse livro, sinto que esse pensamento faz eu me sentir mais leve, conseguindo dizer SIM para cada nova etapa da vida.

Sabendo que cada fase da vida é temporária, a gente consegue aproveitar melhor os bons momentos, para não se arrepender depois, e a ter paciência nos momentos ruins, sabendo que eles irão passar.

Com carinho e gratidão,

Rebeca

P.s.: Falando em “fases da vida”, agora que estou grávida, sei que, assim que a bebê nascer, passarei por uma nova fase da vida, em que minhas energias e atenção estarão todas direcionadas a ela. Sei que é mais uma etapa, à qual terei que me adaptar (com suas delícias e seus desafios!). Por conta disso, já estou me organizando com relação às postagens no blog, nas redes sociais do Luz do Feminino e aos atendimentos, tanto por Skype quanto presenciais. Qualquer dúvida que tenha ou qualquer agendamento que queira fazer, é só entrar em contato comigo. :-)